quarta-feira, 28 de abril de 2010

Não podia deixar de vir falar de uma das fases mais contraditórias da minha vida, talvez seja importante escrever, não que tudo seja azul ou negro, ou que seja belo e poético, não é nada disso, são apenas momentos bons e maus, que me alegram e que me entristecem. Infelizmente, nada é inteiramente bom, e felizmente também não cheguei ao ponto do completamente mau. Mas estou em uma fase crítica, lágrimas e risos não combinam. Mas eu sei que estou aprendendo muito, com todas essas risadas e esses choros.
Agradeço à aqueles que não me abandonaram, em especial a Caroline, menina que me faz sentir o que eu não sentia mais.

sábado, 10 de abril de 2010

Jurei não te escrever mais cartas, textos, canções ou o que quer que fosse, mas essa vontade imensa e estúpida, que me obriga escrever-lhe ao menos um trecho.
Talvez seja mesmo estupidez minha, escrever para quem não se lê, mas o que se faz para o entendimento de um coração apaixonado?
A culpa talvez seja da maldita saudade que me aflige, ou daquele sentimento tão falado em meus textos, o tal do “amor”.
Às vezes me pego perguntando-me em silêncio o porquê de amar-te, o porquê de conhecer-te. Destino cruel, que nos prega peças imensas as quais não consigo sair.
Infelizmente, é algo que eu gosto de sentir, ou até mesmo ame. Como é insensível dizer que preferia odiar-te, quando às vezes te odeio, te odeio por segundos e te amo por uma vida toda, porque tem de ser assim?
Muitas vezes passo-me por exagerada pelo simples fato de jurar-te que você é o meu amor por toda vida, ou que é sofrido ter de te amar mesmo tu me amando. Mas é tão simples entender, que só entendes quem ama.
O som da minha voz prende-se em medo quando penso em te perder, logo mais minhas pernas travam, e é inevitável o descer das lágrimas.
Entendas que não reclamo de ti, e sim deste sentimento misterioso que nem mesmo a ciência, a religião ou quaisquer filósofos foram capazes de definir, reclamo também das suas causas, e de sua sutil e inesperada chegada. Reclamo dos seus prazeres que me impede de abandonar-te, reclamo dos sorrisos e dos bons momentos os quais você me proporciona. Queria poder te odiar, e lembrar apenas dos maus momentos, queria não enxergar lucro algum.
Queria poder conseguir cumprir promessas de não te ligar, ou de não te escrever, queria também fazer com que meus pensamentos te abandonassem de uma vez por todas, mas são vontades, os fatos são diferentes, o fato é que eu não consigo te ignorar.