Em sua mente ecoa lembranças vazias de um tempo em que vivia em meio fogo e paixão. Suas paredes rabiscadas contavam sobre sua inspiração vinda de um Cavalheiro dono da escuridão, que tinha um cavalo selado de amor e paixão. Nada de espadas, esporas ou solidão, ele trazia flores e um coração.
Mas as flores murcharam, o coração se partiu e você Oh! Dama, Bela entre as mais lindas. Você recolheu o rosto do cavalheiro do chão, E com a boca seca, a lingua em brasa, areia na garganta e palavras asperas ecoando lá do fundo, você lhe disse: "Não a nada pra ti aqui, matador de Demonios, recolhe tuas armas e parta!"Sem direção, partiu ferido o homem que surgira entre as noites escuras à procura de uma dama a qual hoje lhe fizera pobre e descrente de paixão.
O Cavalheiro agora leva consigo armaduras e escudos, no lugar de seu nobre coração que fora partido, as flores as quais já murcharam foram substituídas por longas espadas e seu cavalo agora selado de desilusão e depressão.
Oh Bela Dama, transformaste este cavalheiro, e deu-lhe um fardo de desilusão e dor.
Agora sua anágua está manchada com o sangue e a nobreza deste homem. Mil dragões cairam a seus pés, tiranos sentiram o fio de sua espada, por todos os reinos desta terra sem lei, seus feitos são contados e cantados, mas coube a mim bardo sem talento em retórica, que tira as notas mais tristes do alaúde, contar e cantar a historia do fim deste Homem, pois assisti de camarote essa triste historia.
Mas é quando a ausência se torna presente notamos verdadeiros sentimentos os quais antigos não deixaram passar percebidos. A Dama forte e inabalável hoje carrega consigo sangue, dor e lágrimas, simples reflexos de suas palavras que levaram o cavalheiro ao sono eterno.
Bela Dama que caminha sem querer, seu vazio foi preenchido com arrependimento o qual lhe tira o sono e lhe cobre de solidão e frio. Os cacos de sonhos e corações partidos estão por todo seu caminho lhe fazendo sangrar os pés aonde for.
Suas lagrimas regam a terra onde pra sempre dorme o mais nobre dos mortais, e dela faz brotar flores, quem dera suas lagrimas pudessem fazer bater novamente o coração que despedaçaste. Lhe vejo de joelhos em frente a lapide simplória, sua anágua está suja de terra, fria e molhada, o monolito de marmore lhe encara com um olhar petrificante, não há epitáfio, nem poderia haver, de longe vejo seus labios proferir algo, sei que não crês em deuses, então não se trata de uma oração, espera que o vento leve tuas palavras para além do Estige? Seu dedo encontra o sangue em teus pés, para então encontrar o frio monolito, vejo ele deslisar com delicadeza então ele para, sua cabeça encontra a terra fria e a beija, A dama parte, eu pondero sobre tudo o que vi, eu pés me conduzem até a lapite, escrito com sangue em uma lingua morta, deveras muito apropriado para um epitáfio, "Ab initio Ad Infinitum Amor omnia vinciti" {Do começo até o Infinito o Amor Vence tudo!} Belo sim, mas a Morte ainda não pode ser vencida, Oh! Dama amanhã acordara morta com os pulsos cortados, quem sabe em outro mundo não Haja, Felicidade pra você e seu cavalheiro!
Por Bruna K. e LEAL
Branco - Bruna K.
Vermelho- LEAL
Nenhum comentário:
Postar um comentário